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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Receita

Quando os dias estão assim desajeitados, corridos em horas aflitas, amontoando-se em pilhas desequilibradas, o melhor a fazer é fazer silêncio. Silêncio em respeito à falta de respeito, à intolerância, à mediocridade, à ignorância. Silêncio para respeitar essas e outras escolhas que todos fazem. Silêncio para evitar uma troca inútil de agressões. Silêncio para evitar a violência.

Quase todos os dias, quase sempre, tem sempre alguém querendo fazer bagunça, barulho, confusão. Tem sempre alguém frustrado, ferido, afogado em mágoa e incompreensão. Feito vento na água, pedra no sapato, sapato apertado. Tem sempre alguém querendo, muito, todas as coisas que não são de merecimento. O mundo está cheio de gente assim. Cheio feito saco cheio.

Silêncio. Respeito. Quietude. Segredo. Cabeça baixa às ofensas, porque o egoísmo não tem freio. Não tem forma, nem cheiro. Apodera-se de qualquer um que se distraia na vigilância de seus próprios anseios. Entra e atua, sorrateiro. E depois quase nada se pode fazer, pois se disfarça e finge ser o que não é. E finge muito bem, como se pode ver por aí, pelo mundo inteiro.

Então, silêncio. 

Dor

A dor é a escolha mais racional que um coração calado pode fazer. É o resultado justo da humildade amordaçada. A valiosa recompensa do egoísmo disfarçado. 

A dor é o último recurso do amor rejeitado, que já sem jeito não acha jeito de ensinar o be-a-bá do dia a dia exagerado que nós todos inventamos, pra nós mesmos.

A dor é o trilho para o trem desgovernado que fingimos conduzir. É o alarme intermitente, é o aviso de risco de acidente, é o grito de pavor no desastre iminente. 

A dor é o último apelo, é o guarda da fronteira. Além dela, não há nada: só o vazio. Bem mais vazio que o vazio que semeamos em nossos mundos traiçoeiros.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Meu elemento

O ar em movimento trouxe o alívio tão precisado, tão pedido, por tanto tempo. Tão sonhado, tão temido pelos diabos que se alimentam das horas que passam voando, e tão diferente de toda teoria que só a pratica é capaz de mostrar, em detalhe, o quão certa é a hora, e quão perfeita é a forma como tudo acontece.

O movimento que fez o ar tirou a poeira dos cantos, abriu de vez as janelas, deitou, enfim, as cortinas, limpou o céu como tela. Levou embora o mistério que quase nenhuma pista revela. Fez do velho algo de novo, algo que já se pensava impossível de existir entre tantas chegadas que se desmancharam em partidas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ponto de força

São tantos os sinais, tantos os dedos apontados, tantas as palavras cuspidas, tantas as previsões estranhas. São tantos dados, tantas informações. Em meio a tantas coisas é tão fácil perder a rédea, perder o rumo. E perder o pouco que falta para encontrar o prumo.

Tudo o que dizem, tudo o que fazem, tudo o que mostram é tudo o que são, e nem tudo é sempre coisa boa, boa notícia ou bom coração. E em meio a tudo isso é muito difícil manter-se atento, desperto ou coeso. Ou simplesmente imune ao peso de todo esse peso.

Mas nem sempre tudo, ou todos, são suficientes para envergar as costas ao chão. A força das costas é força além de qualquer discussão. Quando parece que cede, mais forte se faz. Ergue-se além do cansaço, porque nenhum peso é pesado demais. Não é e nunca será.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Corrente contínua

Nem tudo o que é desconhecido precisa ser temido, ou evitado, apesar do instinto do medo tentar, de várias formas, distorcer o fato de que sim, o novo pode ser encarado de frente, com toda a coragem. Porque simplesmente nada acontece à toa, sem ter sido muito bem pensado, antes de aparecer no caminho. É preciso muito cuidado, porque dar ouvidos ao medo só traz alívio naquele momento. E é o depois que realmente importa.

Pode ser que o que acontece fora dos planos de agora simplesmente faça parte de um plano de antes, do qual a lembrança é tão vaga, que está quase esquecido. É preciso ter cuidado com interrupções abruptas, porque podem ser desnecessárias, como são desnecessárias palavras depois de um ponto final. No fim das contas o desconhecido pode ser simplesmente algo a ser reconhecido como o elo que vai religar o que se rompeu algum dia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Bonitinha

A beleza de tudo o que existe não está contida nas formas ou cores. Nem nas luzes ou sombras. Muito menos nos sentidos da visão, do olfato, da audição ou do tato. A beleza de tudo o que existe se esconde, feito coisa rara. Brinca de esconde-esconde, mas querendo ser encontrada. Como criança escondida atrás da porta. Corre pra lá e pra cá, pra no fim ser mais feliz nos braços de alguém.

A beleza de tudo o que existe não reside no trabalho sem amor, nem no beijo sem carinho, muito menos no abraço fingido. Ela só aparece quando encontra seu conforto nos sentimentos verdadeiros. Como a criança nos braços dos pais, que faz valer a imensidão das saudades contida nos mínimos minutos. A beleza de tudo o que existe não se mostra aos defeitos: reside nas qualidades.

E a beleza de tudo o que existe está por aí, para quem quiser vê-la.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dimensões invisíveis

Das dimensões invisíveis pouco se sabe, mas muito se obtém. Pode ser pelas vagas lembranças, ou pelas estranhas certezas. Pelos amores gratuitos, ou pelas doces presenças. Sabe-se que a mágica vem de lá, mas as cartolas quase nunca aparecem. Lá fica a casa do sonho concreto. Aqui, o concreto é armado.

Das dimensões invisíveis chega o socorro na hora certa, não na hora pedida. Vem com remédios sensatos curar as doenças abstratas que escurecem o coração. Chega tudo em silêncio discreto, muito cuidado e bom senso. Às vezes nem são necessárias palavras: já conhecem as causas pelos efeitos.

Das dimensões invisíveis pode-se tentar fugir, mas a certeza de suas existências está gravada fundo, em lugares de onde é impossível removê-la. Faz de toda tentativa de fuga uma bobagem infantil. Um jogo com horários marcados, e uma hora correta para tudo que precisa acontecer, com precisão. Como se o bolo já estivesse pronto muito antes que a receita fosse escrita.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tintas e papéis

Sim, tudo tem um tempo certo, e tudo leva um certo tempo. Sim, os pontos se ligam, embora seja difícil traçar as linhas, embora seja difícil enxergar a tinta sobre o papel, quando ambos são da mesma cor. Sim, cada dia é apenas um grão da história.

Às vezes as perguntas não necessitam de respostas, porque simplesmente não é hora de perguntar. Às vezes as respostas passam despercebidas, porque simplesmente não é hora de entendê-las. Às vezes é preciso ficar parado para movimentar o que nos rodeia.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Breve verdade

Veio a vida nos ensinar que nas veias correm as velhas e novas ideias, as velhas e novas visões, fazendo voltar o que vai e levando embora o que vem. Vem a vida nos mostrar o que viemos fazer com os vícios e vieses que envazamos na alma: viver e reviver até que vejamos que tudo isso, finalmente, ficou para trás.

sábado, 6 de agosto de 2011

Mágica

A mágica misteriosa funciona o tempo todo, age sobre tudo, permeia todos os espaços, os vagos, os ocupados, ocupa os mesmos espaços como se fosse imune às leis da física. A mágica sai das cartolas invisíveis e move nossos corpos, move os outros corpos, dos menores aos colossais, em movimentos de um milímetro, ou de vários milhões. A mágica tem seus sons, perfumes e cores sob absoluto controle. Nunca falha, nunca se cansa.

A mágica nasce e morre nos nascimentos e mortes que nos comovem, e também nos que nos passam despercebidos. A sutileza de seus movimentos faz tudo parecer normal, para que possamos nos concentrar no que realmente interessa. A mágica misteriosa trabalha seus mistérios em nosso favor e em favor de si mesma, como se tivesse inteligência suficiente para fazer dos encontros marcados, simples coincidências.

Por isso é preciso abrir bem os olhos, os ouvidos. Aprimorar o tato. Permitir que a compreensão se liberte das amarras dos nossos planos. Juntar os pedaços, reunir o que separamos. Entender que o que sabemos é exatamente o que precisamos, mesmo que pareça pouco, porque é de cada pouco que se faz o muito. E muito do que nos queixamos é apenas o que não entendemos. A mágica misteriosa é mesmo cheia de mistérios...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

É, chega...

Chega uma hora em que é preciso mastigar, ruminar até cansar, e entender, que nem tudo é pra você. Perceber que uma parcela lhe cabe, de alguma forma, em algum tempo, por algum motivo. Todos nós temos um papel, e é preciso desempenhar, ao invés de se esconder. É preciso ter o troco pronto, corresponder. Covardia tem limite, paciência também tem.

Chega uma hora em que o sonho não é sonho, e é preciso acordar, abrir os olhos, perceber a vida correndo nas veias. É preciso ter sangue nas veias pra remover as teias que confundem, as sensações que diluem enquanto vazam as razões. Vazam por vazar, por descuido, falta de uso, por muito uso, por todos os que usam de tudo para usar e abusar de tudo e de todos.

Chega uma hora em que é preciso abrir os olhos. Acordar.

Perfume de noite dormida

Eu não sei se ontem tem a ver com hoje,  e se hoje tem a ver com amanhã, se é véspera de chegada ou de partida, se é apenas reminiscência inconcebível. Se é permitido ou impossível. Eu não sei se é ou não é, se fico ou se dou no pé. Só sei que é muito estranho do jeito que é.

Eu sei que tudo tem a ver, e que eu tenho a ver com tudo. Que tudo se parte, assim como tudo se liga. É a mágica que nos une a mesma que nos inclina. Talvez a acreditar nas coisas que não são de verdade, trocando as verdades por mentiras. O mistério da mágica, ninguém ensina.

Eu não sei se foi ontem, e se foi hoje, já não sei mais também. O que vem, vai embora e então volta outra vez. Parece o mar que não se cansa em mandar onda, enquanto lhe convém. Uma após a outra, por mim ou por você. Por todos, por ninguém. A mágica do mistério nos faz tão bem.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dos sopros

Nas horas de aflição nos vemos rogando à tudo que nos é sagrado uma luz, uma saída, um sinal, uma solução. De preferência algo que nos beneficie muito. Mas muito do que pedimos pouco merecemos. Porque tudo depende da conduta, do caráter. Tudo depende de coisas tão simples, que simplesmente deixamos passar despercebidas.

Nas horas de sufoco nos imaginamos vítimas de inimigos ocultos, que tramam contra nós planos mirabolantes. E pensamos ser sempre pegos desprevenidos nessas teias complexas, sem nos darmos conta de que os inimigos ocultam-se dentro de nós mesmos, e que somos pegos desprevenidos porque simplesmente não nos vigiamos.

Nas horas em que mais precisamos, podemos nos encontrar à deriva em mares desconhecidos, sem bussola, sem estrela, sem vela. Abusamos de nossa auto confiança quando nos livramos desses elementos, tão essenciais, somente para livrarmos peso, para ganharmos velocidade. Então, em meio à tempestade, tudo isso nos faz falta.

Com apenas um fio de esperança, nos prendemos ao que pouco aprendemos sobre dar e receber, fazer e merecer. Mal encontramos apoio para nossos passos trôpegos, mal conseguimos enxergar a solução, ou a saída. E mal podemos acreditar que, no momento em que estamos prontos para entregar os pontos, alguém nos ampara.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Entre o que é Grande, e o que é Pequeno

Quando pensamos nas coisas realmente importantes, realmente grandes, as que significam algo de Verdade, nos sentimos pequenos, muito pequenos. Mas isso não precisa ser assim, porque isso só mostra o espaço que temos para crescer.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A escuridão

A escuridão é a mais triste das criaturas, porque um simples ponto de luz é suficiente para fazê-la deixar de ser escuridão.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vórtice

Contemplação. Entendimento. Compreensão. Elementos, tão elementares quanto qualquer matéria-prima. Pilares, edificações. Sustento. Tão enigmáticas em simplicidade quanto em mistério. Qualidades não raras nos que buscam as verdades. Tão assustadoramente claras em seus processos e fases. Doces, suaves, amargas.

Desde a infância de tudo o que existe, a dúvida resiste. Um vazio, uma lacuna, como dois pontos suspensos que evitamos religar. Evitamos pelas dúvidas, pelas certezas, pelas dívidas. Fugimos pela saudade que sentimos daquilo que, já sabemos, deixaremos para trás. Os pequenos vícios, as pequenas faltas, os doces pecados.

A muralha frágil que construímos certamente não vai resistir ao avanço da consciência, hora ou outra. Viajante incansável, ela não pára de avançar. E, inexoravelmente, vai nos alcançar. E é bom estar preparado, pois ela é mais que os pesos que sentimos sobre o pescoço, ou sobre os ombros. Ela é o peso de tudo o que escolhemos.

O que sabemos é tão pouco. É apenas o básico para sobreviver. E mesmo assim estamos sempre atrapalhados, hesitando entre o certo e o errado. É tão pouco, insignificante. E a cada geração vamos nos superando, um passo à frente, três para trás. Nossa evolução é inconstante, como nossos laços, todos frouxos, duram apenas um instante.

E mesmo assim existem os que acreditam que podemos ir adiante. Chegar, finalmente, a uma condição mais digna. Trabalham por nós, olham por nós, ignorados sob o manto do anonimato. Exercitam o amor, na forma mais pura. E, mesmo que os releguemos às sombras, não desistem. Pois sabem que fazemos isso apenas pelo medo.

O medo que temos de perceber que não estamos sós, que somos falhos, que atrapalhamos o equilíbrio. O medo que temos de descobrir quem realmente somos.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O dia é do sol. A noite, da lua

E entre a luz e a escuridão estamos nós, com o pé hora ali, outra aqui. No meio do caminho, entre uma coisa e outra, entre a pergunta e a resposta. E é muito difícil perceber o que nos leva até lá, e o que nos arrasta de volta. A miopia da dualidade, a disfunção dos egos, o orgulho e a vaidade por conquistas tão pequenas. E vamos nós, hora vestidos de peões, hora de reis ou rainhas, andando entre quadrados brancos e pretos, presos em torres solitárias, açoitando cavalos de batalha. Perto do final, nas horas aflitivas, recorremos ao Desconhecido, buscamos a Religação. E, após amparados, vamos diretamente para novo desafio, legando ao esquecimento O Que mais nos auxiliou.

Entre o certo e o errado vamos nós, com nossas consciências pueris, tão soberbos na acidez absorvida durante o que chamamos de experiência de vida, inebriados com o que dizemos e mostramos com nossas pequenas maldades e humilhações. Entre a rebeldia e o temor vestimos nossas armaduras ou farrapos, a falta de noção ou o que resta de bom em nossas condutas. Nos mostramos e nos escondemos ao bel prazer do prazer que sentimos quando temos a liberdade de exercer dominação através de ações e palavras impensadas e inflexíveis. E ao terror que nos deleita, estampado nas faces daqueles nos cercam, ousamos dar o nome de respeito.

Mas chega uma hora em que é hora de escolher um lado, de tomar partido, de reformar a intimidade. Sempre chega, para todos, não há exceção para esta regra. É Lei, e dela não se pode fugir. E entre culpados e inocentes já não há mais inocentes, nem entre os peões, nem entre a realeza. É o momento da escolha que tanto nos atormenta, seja no começo, no durante, ou apenas no final. É a hora de escolher entre o egoísmo e a reforma, entre a pompa e o perdão. Entre o sol e a lua estão as voltas que demos nos finitos círculos do tempo que nos foi dado de graça, por bondade. E o que fizemos com tal presente? Teríamos guardado no coração ou esquecido num armário?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Contra a dor

Existe algo fascinante sobre a verdade, que nem sempre conseguimos descrever. É uma vontade de provar que existe muito além do que podemos ver, apenas sentir. É um desejo de saber mais sobre o que pensamos conhecer. Um fascínio que também é medo. Que nos faz recuar, negar, fingir, mentir. Afinal, a verdade é a prova irrefutável de que somos muito, muito propensos a nos distanciar de seus preceitos.

Porque olhar no espelho pode ser muito, muito dolorido.

Mas toda dor é também libertação.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Guerra do mundo

O mundo se movimenta em formas de sombras e cores, luzes, som, silêncio e vazio. O mundo está habitado, está repleto, em constante transformação. O mundo vai sobrevivendo, respirando com dificuldade, tomado por violentos choques de ira para depois amanhecer em beleza resplandecente. O mundo se divide em cordilheiras e se esconde em profundezas abissais, e na ausência total de luz se recria para com glória e poder voltar à superfície clamando por respeito e homenagem. O mundo se cala no fim da tarde e sopra seus ventos suaves em campos intraduzíveis, tinge de dourado todas as outras cores como se um de seus pincéis fosse o mestre para todos os outros. O mundo baila no vazio da matéria sutil, atraído e repelido ao mesmo tempo por seus irmãos, tão belos e majestosos quanto ele mesmo. O mundo levou anos sem conta para se vestir de azul e se tornar nossa única morada, num trabalho hercúleo, onde sacrificou-se vezes sem conta para poder renascer e se tornar perfeito. Um trabalho incessante que mesmo agora está em curso, em curso constante, pulsando com força inabalável sob os nossos pés e mostrando que embora esquecido e desfigurado ele se mantém firme em seu propósito de nos sustentar.

Ele é apenas um, pequeno grão de areia em meio a um todo que é tudo e ainda se expande. É apenas uma pequena amostra do que pode ser encontrado lá fora. Pequeno, singelo, frágil e ao mesmo tempo colossal, parte de um sistema físico e químico, parte de nós, parte de tudo, tudo para nós que não podemos ir além dele. Ele habita em nossos sonhos e realidades, faz parte da nossa rotina, é alvo de nossas grandes ambições de sermos grandes, maiores que ele e todo o resto. E mesmo assim todo o resto ainda se mantém tão distante que só podemos alcançar em sonhos. O mundo não se ressente de nossa falta de interesse, ele se dispõe e nos oferece moradia segura, porto seguro. Nos satisfaz a fome, a sede, mas embora grandioso, não é capaz de satisfazer nossa ganância. O mundo sobrevive a nós e se mantém firme no propósito de se manter em equilíbrio com seus semelhantes, para não desestabilizar o todo, porque isso seria muito prejudicial para tudo e para todos. O mundo se mantém, por pura bondade, pois foi criado em bondade e inteligência, uma inteligência que não conseguimos dimensionar tal a engenhosidade e enormidade dos mecanismos em movimento que testemunhamos, cálculos complexos dos quais também somos frutos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Simples teoria

A felicidade é como o tempo: passa e se soma. Portanto não é possível voltar a ser feliz, assim como não é possível voltar no tempo. É possível apenas ser mais feliz.